Na origem do desenho da Escola Horta das Figueiras

É consensual que a arquitectura, bem como outras intervenções no espaço escolar, devem promover oportunidades variadas de ensino e tem influencia nas dinâmicas ensino-aprendizagem, socialização e relação com a comunidade. A história da arquitectura da Escola horta das Figueiras é bem o exemplo disso.

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Escola do Frei Aleixo. Uma escola com  tipologia igual à Escola Horta das Figueiras. Existem 356 escolas deste modelo (P3) construídas em Portugal havendo três deste modelo em Évora. A terceira é a Escola da Tapada.

Nem sempre tem sido fácil harmonizar a  arquitectura e as intervenções que se fazem na escolas com as as concepções de Escola e as orientações no campo da pedagogia que se pretendem seguir.

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As escolas P3 contemplavam áreas abertas por forma a promover uma organização de alunos e professores que estimulassem a cooperação, o trabalho inter-turmas, a descompartimentalização do espaço de sala de aula.As obras de compartimentação surgiram em 2004.

Eram ainda desígnios desta tipologia de escolas:

  • “procurar o ambiente que encorajasse uma melhor comunicação entre alunos e professores;
  • mobilizar os professores para o trabalho em equipa;
  • facilitar a adaptação da organização escolar às diferenças individuais e à contínua
    aquisição de conhecimentos, a fim de permitir os reagrupamentos funcionais de alunos;
  • estimular nas crianças a multiplicação dos contactos pessoais e, por conseguinte, uma melhor sociabilização;
  • facilitar múltiplas e diversas organizações, transformações temporárias e, por vezes
    permanente;
  • permitir as mais variadas modificações, dando assim flexibilidade não só aos
    diferentes modos de organização escolar, como também aos diferentes tipos de didáctica e pedagogia;
  • favorecer todas as formas de trabalho dos alunos (individual, em grupo, actividades livres, de acordo com o espírito da Escola Activa” .

Fontes:

ARQUITETURA FLEXÍVEL E PEDAGOGIA ATIVA

ESCOLA DA PONTE: Formação e transformação